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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A MAIS ANTIGA ATA MAÇÔNICA CONHECIDA: O julgamento de George Paton

Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro, a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.
- Platão
APRESENTAÇÃO


A Lodge of Edinburgh Nº1[1] também chamada Mary’s Chapel é uma Loja Maçônica com sede em Edimburgo na Escócia, jurisdicionada a Grande Loja da Escócia foi fundada em 1599 por William Shaw (autor de Estatutos Schaw), e sob a autoridade de William St. Clair. Ela é a número 1 na lista da Grande Loja da Escócia, uma vez que é considerada como tendo o mais antigo registro de uma sessão maçônica, de Julho de 1599, e possuir a primeira referência histórica de membros especulativos (não construtores). Esse posto foi desafiado pela Loja de Kilwinning, constituída no oriente de Kilwinning também na Escócia.

De 1599-1688, a loja foi chamada puramente Loja de Edimburgo, nome posteriormente mudado quando a Grande Loja da Escócia confirmou a sua carta e designação sob o nome atual Loja de Edimburgo (Capela de Maria) Nº 1.

O CÓDIGO MAÇÔNICO: As Normas de Lausanne



A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade.
 - Emmanuel Kant


O Código Moral Maçônico é um conjunto de regras de conduta ética, moral e social, seus alicerces foram lançados já ano 1717, quando aconteceu a primeira reorganização oficial de Lojas Maçônicas. Naquele momento criou-se a Grande Loja de Londres e Westminster, que com o passar dos anos conformaria a Grande Loja Unida da Inglaterra. Contudo, este Código Moral, foi decisivamente desenvolvido e aprovado pelo Congresso de Lausanne (Suíça), acontecido entre 6 e 22 de setembro de 1875. Para a laboração dos trabalhos, além da própria a Suíça, comprometeram-se os corpos maçônicos da Inglaterra e País de Gales, Bélgica, Escócia, França, Itália, Peru, Portugal, Grécia, Hungria e Cuba. Entretanto a Grécia e Escócia se retiraram previamente, e o documento final foi assinado pelos nove Supremos Conselhos que tinham permanecido representados[1].

quarta-feira, 2 de julho de 2014

DO MEIO-DIA A MEIA-NOITE: Zoroastro e o Ofício Maçônico


Deus está sempre à tua porta, na pessoa dos teus irmãos de todo o mundo.
- Zoroastro





A JORNADA DOS TRABALHOS

Na abertura e também no encerramento dos trabalhos maçônicos figuram curiosas perguntas acerca da jornada de trabalho dos Maçons. A resposta é que tais trabalhos se iniciam ao Meio-Dia e se findam a Meia-Noite. Mas que mistério encerra trabalhar do Meio-Dia à Meia-Noite? A Tradição Maçônica usualmente afere tal hábito a Zaratustra, fundador e iniciador da religião persa do Zoroastrismo.

ZOROASTRO

Por volta de 700 a.C. teria nascido numa vila nas estepes da Ásia Central, atual Irã, perto do Mar de Arai, um menino. Seus pais decidiram dar-lhe o nome de Zaratustra (ou Zoroastro, versão grega de seu nome, como é mais conhecido). Ao nascer, segundo a tradição, Zoroastro não teria chorado, pelo contrário, teria rido sonoramente.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

AS ORIGENS MÁGICAS MAÇONARIA





- Trecho retraído da obra de Eliphas Levi[1] A História da Magia

A grande associação cabalística[2], conhecida na Europa sob o nome de Maçonaria, surge de repente no mundo, no momento em que o protesto contra a Igreja acaba de desmembrar a unidade cristã. Os historiadores desta ordem não sabem explicar-lhe a origem: uns lhe dão por mãe uma associação de pedreiros formada no tempo da construção da catedral de Estrasburgo; outros lhe dão Cromwell[3] por fundador, sem entrarem questionarem se os ritos da Maçonaria inglesa do tempo de Cromwell não foram organizados contra este chefe da anarquia puritana; há ignorantes que atribuem aos jesuítas, senão a fundação ao menos a continuação e a direção desta sociedade há muito tempo secular e sempre misteriosa. À parte esta última hipótese, que se refuta por si mesma, podem se conciliar todas as outras, dizendo que os irmãos maçons pediram aos construtores da catedral de Estrasburgo seu nome e os emblemas de sua arte. Eles ainda teriam se organizado pela primeira vez publicamente na Inglaterra, a favor das instituições radicais e a despeito do despotismo de Cromwell. Pode-se adicionar que eles tiveram os templários por modelos, os rosa-cruzes por pais e os joanitas[4] por antepassados. Seu dogma é o de Zoroastro e de Hermes, sua regra é a iniciação progressiva, seu princípio a igualdade regulada pela hierarquia e a fraternidade universal; são os mantenedores da escola de Alexandria, herdeiros de todas as iniciações antigas; são os depositários dos segredos do Apocalipse e do Zohar; o objeto de sua veneração é a verdade representada pela luz; eles toleram todas as crenças e não professam senão uma só e comum filosofia; eles não procuram senão a verdade, não ensinam senão a realidade e querem trazer progressivamente todas as inteligências à razão.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

JESUS OU YESHUA: O Maçom?



E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.
- 1 Coríntios 10:4

APRESENTAÇÃO



A influência do movimento cristão na sociedade ocidental nos últimos 2000 anos é inegável. Hoje, a história do fundamentador deste movimento, popularmente conhecido como “Jesus Cristo”, é amplamente conhecida em todo mundo, apesar dos registros de sua trajetória serem escassos e resumissem aos evangelhos[1] canônicos, alguns apócrifos e certos testemunhos do historiador judeu Flávio Josefo (apesar do último ser um tanto questionado). 
O Novo Testamento contém 27 livros, 7 956 versículos e 138 020 palavras, e qualquer referência à juventude de Jesus se dá apenas em Lucas 2:42-49, Jesus somente volta a aparecer no relato bíblico já adulto, por volta dos 30 anos, ao ser batizado no rio Jordão por João Batista. Da infância, as Escrituras falam sobre o nascimento em Belém[2], a fuga com os pais para o Egito. Mas o que aconteceu com Jesus entre os 12 e os 30 anos[3], qual foi sua formação, o que moldou seu pensamento e o que ele fez antes de sua pregação?

domingo, 10 de novembro de 2013

O CONSTRUTOR DE JOTUNHEIM: O Gigante Maçom



 É necessário de sabedoria para aquele que peregrina, pois em casa, tudo é fácil.
- O Havamal

INTRODUÇÃO


 O Mestre Construtor

Na confluência de tradições que formaram os Augustos Mistérios e Lendas Maçônicos contemporâneos, é possível notar nos anais maçônicos a influência e recortes egípcios, gregos, fenícios, israelitas dentre tantos outros. Dada à origem britânica da Maçonaria Especulativa Moderna em 1717 com a fundação da Grande Loja de Londres, é natural que alguma influência do país viesse a contribuir na composição desses Mistérios e Lendas. Por sua vez os antigos mistérios daquele reino surgem de outra confluência, vinda da interação de vários povos como pictos, celtas (e druidas), romanos, anglos, nórdicos (e saxões) e outros.
Tomando como indício o Rito Escocês (apesar dos debates sobre sua procedência de fato) é possível rastrear até aquela região do Reino Unido as origens da Maçonaria Moderna e seus ritos, e na família Sinclair (senhores de Roslin e próximos aos Templários) os ditames iniciais da Sociedade Maçônica contemporânea.
William Sinclair o Conde de Orkney e Caithness, Grande Almirante da Escócia em 1436 e deste modo construtor, foi renomado em 1441 por James II, mestre e protetor dos Maçons Escoceses, uma função hereditária aos Sinclair até 1736, em que outro W. Sinclair renunciou por não poder ocupar-se, sendo eleito o primeiro Grão-Mestre da Escócia por votação unânime dos representantes das 33 Lojas maçônicas.
Os Sinclair de então, não eram apenas Maçons-Livres Especulativos, mas também  Operativos, construtores ativos e proficientes na aplicação de geometria, engenharia e arquitetura. A família advinha de origem nórdica por meio dos duques da Normandia e dos Jarls (condes) de Orkney. Sendo os Sinclair de origem nórdica, haveria no berço desta linhagem que conduziu as gêneses da Maçonaria Especulativa Moderna algo familiar ao Ofício?

ST. REINOLD: Cavaleiro, Peregrino, Monge, Maçom e Santo



Quando a lenda é mais interessante que a realidade, imprima-se a lenda.

- John Ford
Les Quatre Fils Aymon (Os Quatro Filhos de Aymon)

St. Reinold acredita-se ter sido um mártir religioso que viveu por volta de 980 a.C., ele teria sido morto pelas mãos de companheiros de ofício pedreiros[1] e posteriormente viria a ser idolatrado como santo padroeiro deste ofício. Existem várias versões de sua vida e martírio.  St. Reinhold poderia ter sido um monge, um cavaleiro, um peregrino ou até mesmo todos os três. Sua história pode ter se originado da vida de várias pessoas diferentes numa confluência de mitos e lendas. Mesmo sua morte pode ter tido várias versões ou motivos.
Numa primeira versão, Reinold seria um monge beneditino do mosteiro de São Pantaleão, em Colônia na Alemanha. A ele foi confiado o dever de supervisionar as obras de construção que completariam a abadia. Reinold então teria sido assassinado por outros pedreiros que também trabalham na construção. Eles o espancaram até a morte com seus malhetes e posteriormente lançaram seu corpo em um fosso ou afluente do rio Reno[2].

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

MAÇOM: Do Mural a Moral


Mais valoroso que sejas pedreiro se este for o teu talento.
― Nicolas Boileau

         Após a Sociedade Maçônica ter abrido mão do secretismo em função do discretismo face aos tempos modernos, eventualmente nos deparamos a situação de PProf\ nos questionarem se somos MMaç\. Alguns IIr\ preferem a circunspecção ou mistério sobre a questão, outros a altivez ao assumir este caráter. Mas, qualquer que seja a alternativa, será que de fato já refletimos o que significa tal termo tão peculiar? Claro, formamos uma noção filosófica e moral empírica do que quer é ser Maç\ Espec\ graças nossas instruções e conversas trocadas entre IIr\, mas podemos nos assumir seguramente MMaç\ sem sabermos a proveniência do termo?
Por questões práticas, nesta questão somos forçados a relegar teorias que origina os “Francomaçons”/“Maçons” etimológico-historicamente aos egípcios, fenícios, habirus e demais povos que tecerem os mistérios da antiguidade. Podemos sim, nos ater concretamente palavra “Maçom” a sua significação usual de “Trabalhador em Pedra”, e, assim, (tentar) rastrear a origem do ofício e sociedade dos ainda OOper\ MMaç\. Possivelmente não deve haver proveniência mais lógica que a raiz medieval latina[1] “Macconer”(para construir) ou “Maconetus”(construtor), que ainda assim não se possui certeza da validade. Portanto, para melhor entender o conceito “Maçom”, o aspecto mais propício de investigação, seria suas aplicações documentadas mais longevas.
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